quinta-feira, 14 de junho de 2012

DIA 39


A páscoa

Quando o Senhor passar pela terra para matar os egípcios, verá o sangue na viga superior e nas laterais da porta e passará sobre aquela porta.  Êxodo 12.23


                Deus deu instruções claras sobre a décima e última praga. Por volta da meia-noite ele atravessaria o Egito exercendo juízo, e todos os primogênitos de todas as classes sociais morreriam.
                Os israelitas, porém, seriam poupados. Para isso, cada família deveria sacrificar um cordeiro de um ano, sem defeito. O sangue do cordeiro deveria ser passado na viga superior e nas laterais das portas de suas casas, e ninguém poderia sair de casa até o amanhecer. Naquela noite Deus passaria pelo Egito, mas ao vir o sangue, passaria por cima daquela casa, protegendo-a. A festa da páscoa marcaria o começo do calendário anual dos israelitas e deveriam ser celebrada anualmente.
                Para os cristãos, Jesus Cristo é “o Cordeiro de Deus”, acerca de quem podemos afirmar: “Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado. Por isso, celebremos a festa” (1Co 5.7-8). Podemos aprender muitas verdades com essa história. A primeira é que o Deus que julga é também o Deus que salva. O Deus que atravessou o Egito para julgar os primogênitos é o mesmo Deus que passou por sobre as casas dos israelitas, protegendo-os da morte. Não podemos caracterizar o Pai como Juiz e o Filho como Salvador. É o mesmo e único Deus que nos salva do juízo através de Jesus Cristo.
                A segunda verdade é que a salvação foi (e é) por substituição. Os únicos primogênitos poupados foram aqueles em cujas casas um cordeiro primogênito havia sido sacrificado. Terceira, o sangue do cordeiro deveria ser aspergido depois de derramado. Cada família deveria se apropriar individualmente da provisão divina. Para que a família fosse salva Deus precisaria antes ver o sangue.
                A quarta verdade é que todas as famílias resgatadas passaram a pertencer a Deus. Suas vidas agora pertenciam a ele, da mesma forma que nossas vidas pertencem ao Senhor. E a consagração leva à celebração. A vida do povo redimido de Deus é uma festa contínua, expressa ritualmente na Eucaristia, a festa cristã de ações de graças.

Para saber mais: Apocalipse 5.6-14

terça-feira, 12 de junho de 2012

As Três Chamas do Amor



       

Será que encontrei a pessoa certa? Essa com certeza é a pergunta de pelo menos 07 de cada 10 jovens beirando os 25 anos. E é uma pergunta vital e de fundamental importância. Tão importante do que saber qual a sua vocação, qual curso acadêmico escolher, mas isso é uma preocupação que veio antes, mais ou menos aos 16 anos. Mas essas são as duas perguntas que os jovens mais fazem: o que farei pelo resto da minha vida e quem estará do meu lado... E aqui não citei em ordem de importância, mas ordem cronológica. Acredito que a questão de “quem estará ao meu lado” é muito mais importante e fundamental que a primeira questão. Por isso estou escrevendo este artigo e não um artigo intitulado: “3 Passos para uma carreira brilhante”. Mas não, estou escrevendo sobre o amor, outra apologia ao amor.

Sempre nos perguntamos se encontramos a pessoa certa. Em como reconhecer se é “aquela pessoa” ou não. No estudo passado começamos a discorrer sobre isso e depois da repercussão do artigo passado, tive que pensar em como dar continuidade sem perder o nível do primeiro artigo. Comecei a pensar em sobre o que eu escreveria e vendo o vídeo do Pr. Rob Bell, líder da Mars Hill Church, do Projeto Nooma, que é uma série produzida por este pastor, que tem por nome “Nooma 002 – Flame” e que eu coloquei no final da última postagem, pensei: “é sobre isso que eu quero escrever”.

O vídeo fala sobre as três palavras existentes para o amor no hebraico, assim como também no grego, tendo nas duas línguas um sentido muito parecido. Hoje me deterei apenas ao Hebraico. As três palavras usadas para amor, bem presentes em Cantares de Salomão, que é uma defesa ao amor de um homem e de uma mulher e não de Cristo e da Noiva, são: raya, ahava e dod. No texto a seguir estarei discorrendo sobre isso, tendo acrescentar ao muito que o Pr. Rob Bell já nos informa em seu vídeo. Graça e Paz!

AS TRÊS CHAMAS DO AMOR
(Adaptado de Nooma 002 – Flame, que é uma série produzida por Rob Bell, líder da Mars Hill Church)

No meio da Bíblia há uma coleção de poemas hebraicos de amor, algumas vezes com uma linguagem explícita e adulta, que jovens judeus não podem ler até atingirem certa idade. Cantares de Salomão nos dá uma série de imagens do relacionamento entre homem e mulher. A alegria, o conflito, a contentamento e a perplexidade. É como se o amor que esse casal explora tivesse vida própria. Lemos várias vezes: “não despertes o amor enquanto ele ainda não está pronto", nos dando a entender: "seja o que for, é tão bom, é tão lindo, por isso não podemos e devemos fazer nada para estragá-lo".
Nós usamos e abusamos da palavra "amor". Dizemos em qualquer situação e para qualquer pessoa. E como é inconstante. Uma hora amamos outra hora queremos estar longe. Amamos a "pessoa certa" sem ao menos saber se é "a pessoa certa". E a amamos da mesma forma que amamos uma roupa, um computador, um carro ou algum outro objeto. É o mesmo tipo de amor? Ou intensidade?

É bom salientarmos que o livro de Cantares foi escrito em hebraico e que tem três palavras pelo menos que correspondem ao nosso "amor". É aqui que começamos nossa viagem sobre o amor. Bem-vindo a bordo e aperte o cinto. Será uma longa e enriquecedora viagem.

1) “raya” - amizade
Esta palavra tem a ver com a amizade. Remete-nos a pensar primeiramente na pessoa certa como um(a) amigo(a) ou melhor amigo(a), companheiro(a). Alguém que contamos sempre e que sempre nos acompanha. Alguns traduzem como alma gêmea. E aqui cito o termo não fazendo alusão ao termo do espiritismo, mas ao fato do “completar”. É aquela pessoa que nos completa.

Por meio do uso dessa palavra, vemos que no núcleo da relação entre o homem e a mulher de Cantares há uma amizade

2) “ahava” - compromisso
A segunda palavra usada é ahava, que quer dizer um afeto profundo, o desejo de estar tanto com alguém que dói no seu coração. É quando sua mente e o seu coração se voltam para "a pessoa escolhida", com tal paixão e intensidade que você não pensa em mais nada; é querer estar ao lado dele ou dela mais do que em qualquer outro lugar do mundo; é não querer outra companhia, mas apenas estar acompanhado dessa pessoa. É mesmo estando em meio a uma multidão só procurar por aquela pessoa. É o amar propriamente dito. Não apenas só uma amizade, mas vai muito mais além disso. É tomar uma decisão de unir-se à outra vida, pois amar é isso, é uma decisão. O "ahava" não tem fim, faz tudo durar.

Lembro de uma história de um senhor que sempre visitava a esposa no asilo em que ela morava. Ela sofria de Alzheimer e antes de perder a lucidez ela optou por morar lá, para não ser um peso para o marido. Ele lutou contra isso, mas não quis contrariá-la. Este homem passou a visitá-la todos os dias e nunca se atrasava. Até mesmo quando toda a lembrança dela se foi em relação a ele e as muitas décadas de casados que eles tinham, ele continuava a ir. Certo dia, por um contratempo, se atrasou. Ao chegar ao asilo, com o semblante entristecido pelo tempo que perdeu que poderia estar com ela, a enfermeira o acalma e diz: “mas ela nem lembra quem é o senhor”. Ele sorri e com ternura responde: “mas eu sei quem ela é.” Isto é o “ahava.” É mais, muitos mais que um relacionamento fugaz ou superficial e muito mais que anseios temporários. É um comprometimento total.

3) “dod” – desejo
É o elemento físico e sexual de um relacionamento (em grego é a palavra "Eros"). Na frase citada no começo, “não despertes o amor enquanto ele ainda não está pronto”, o amor em questão é o “dod”. Mais vai muito mais além de um desejo físico, mas é desejar acima de qualquer coisa embaixo dos Céus e na Terra. É como uma vez eu escrevi: “Poderia ouvir milhões de sonetos, versos e prosas, as mais lindas declarações de amor, das mais diversas pessoas, mas se não for de você são só meras palavras, sem nenhuma importância, não equivale a nem um ‘oi’ seu.”

É desejar em pessoa em todos os sentidos e aspectos. Seja de maneira sexual como também de outras formas. É envelhecer, chegar aos 90 anos, e a pessoa que está ao seu lado ainda é e sempre será a mais linda, mais agradável, mais simpática e etc. Por que todos acham isso? Não, porque você acha, pois essa pessoa tem o seu desejo, em todos os sentidos.

As Três Chamas

De uma maneira simples? Imaginemos cada “característica” do amor ( raya, ahava e dod) como uma chama. Todas as chamas se combinam em uma só, fazendo um só fogo queimar. As três chamas foram feitas para queimarem juntas, nunca separadas. Se não entendemos isso não irá durar e não é o amar, a decisão que Deus espera. Imagina um relacionamento entre um homem e uma mulher que tem amizade (raya), mas sem compromisso (ahava) e sem desejo (dod)? Ou que tem amizade (raya), compromisso (ahava) e nenhum desejo? Ou só tem desejo?

O tornar-se uma só carne é muito mais que um ato físico, é emoção, corações unidos, mentes e experiências. É uma completar de almas. Essa união física torna-se uma imagem de uma profunda realidade espiritual. Não é algo temporário, mas feito pra durar. E é necessária que as três chamas existam.

Imagina um namoro que só desfruta do "dod", mas não tem "raya" ou "ahava”. Prazer sexual sem amizade, sem compromisso? Não há lealdade e nem sacrifício? A pessoa se sente vazia, insegura, insatisfeita, usada. Ou pessoas que possuem o "ahava", mas nada mais. Tem compromisso, mas não existe amizade ou desejo... Ou são só amigos e nada mais.

RESPONDENDO AS PERGUNTAS

Depois de tudo isso, percebendo a existência das três chamas, Deus mostrando por meio de sinais, o que ainda precisa?

Não sei responder. Porque não sei que tipo de sinais você pediu ou como você interpreta os “sinais já mandados por Deus”. A grande verdade é que somos bem complicados. Complicamos aquilo que é fácil e deixamos de lado o que foi difícil e Deus permitiu que fosse “solucionado”. Para mim a principal dificuldade é a questão da compatibilidade das três chamas existirem. As demais coisas, Deus está no controle, Ele direcionará.

O que indica se devo casar ou não? É conseguir comprar tudo? Ter um ótimo emprego? Como Deus nos mostra? E se Deus confirmar e depois surgirem crises?

Está bem, vamos por partes. Uma coisa de cada vez.
Hoje queremos casar com tudo pronto, tudo arrumado. Não estou aqui fazendo apologia a casar de qualquer forma, de dar murro em ponta de faca. O que estou dizendo é que queremos casar com tudo: casa ou apartamento, totalmente mobiliado com o que tem de melhor; carro; o melhor emprego de todos. Nós dizemos: “vou dar tudo o que os pais dela sempre deram pra ela ou mais.” Está bem, é uma preocupação válida e até correta. Mas você já parou para pensar que a vida que os pais dela têm demoraram uns dez, quinze, vinte anos para construir juntos?
Como eu disse anteriormente, complicamos o que é fácil. Não complique as coisas que deveriam ser fáceis. Você achou a pessoa certa, a conquistou, Deus confirmou por meio de oração antes do namoro, tudo que você pediu de confirmação de Deus antes do namoro, foi confirmado. O que ainda falta?
Sei, existem as crises... Certo, aí surgem as crises durante o namoro, e sempre surge, você joga tudo a perder e passa questionar a Deus? Mesmo depois de tudo o que Ele falou e mostrou?
Vamos pensar: A “raya” (amizade) já existe, é seu melhor amigo ou amiga, é o seu ou a sua confidente... A “ahava” (compromisso) também existe, pois você não imagina estar do lado de outra pessoa se não dela; não quer estar em nenhum outro lugar, seja qual momento for... A “dod” (desejo) já existe, mesmo estando adormecida a maioria das vezes e é o melhor, pois existirá um momento para isso e podemos demonstrar o desejo de outras formas não físicas, pois vale a pena esperar até o casamento...
O QUE AINDA FALTA? Uma casa de frente para o mar? Um apartamento na cobertura? O carro do ano? Isso não irá definir o que você sente pela pessoa ou quão disposto você está em se comprometer com ela. Quero dizer, devia haver um anseio do nosso coração ao achar a pessoa certa de estarmos o mais rápido possível ao seu lado para sempre. Por que então adiamos tanto priorizando outras coisas?


Qual a sua visão para tudo isso? Sobre achar a pessoa certa...

Posso ser meio romântico, bobo até, mas imagino construindo a minha vida ao lado da minha esposa. Vendo em cada pequeno detalhe do nosso lar com a nossa cara (e aqui digo lar porque tem muitos que tem uma boa casa e um bom “apê”, mas não um lar). Algo que nós sabemos e percebemos que construímos juntos. Hoje vivemos a idade da auto-suficiência. Claro que Deus pode todas as coisas e claro que podemos casar já com todas ou a maioria das coisas, mas eu conheço casais que já namoram há muito e muitos anos, que ainda não casaram porque não tem tudo ainda, e acabam queimando etapas e desfrutando de algo que foi separado para o casamento: o sexo.
Minha avó sempre diz: “filho de Deus tem que casar cedo para evitar algumas coisas” e ela está 100% certa! Porque já temos a “raya” e a “ahava” e estamos no tempo de casar, mas adiamos, adiamos e a “dod” entra em ação antes do tempo. Mais uma vez: “Não despertes o amor enquanto ele ainda não está pronto”.

Concluindo...
Desculpem-me o desabafo, mas conheço casais que tem a faca e o queijo na mão e que se acomodaram no namoro. Moram perto, se vêem todos os dias e quando querem. E sabe o que eu tenho visto? Ou já se permitiram desfrutar de algo reservado para o casamento, ou continuam eternamente o namoro, levando com a barriga... Meu irmão, minha irmã, isso é errado, é defraudar! Não é o que Deus tem pra você. Não sei a receita certa para o “sucesso no casamento”, mas eu sei para o insucesso.
Se já passou do tempo de casar, case! Se não há propósito no seu coração de casar, termine o namoro! Se há no seu coração o desejo de casar com uma pessoa e no coração dessa pessoa também existe o mesmo propósito, por que não se colocar diante de Deus e pedir condições para poderem se casar? Por que vivemos eternamente preso a nossa “vida de solteiro”? Chegamos a uma idade que devemos cortar de vez o outro cordão umbilical. O primeiro é cortado ao nascermos, o segundo deve ser cortado ao casarmos. Vivemos presos aos nossos pais, não nos colocamos diante de Deus com as nossas individualidades... Passando a responder pelos nossos erros e acertos, nossas escolhas... a viver de acordo com o que Deus tem pra nossas vidas... Enfim... Não quero me alongar mais, outro dia me dedicarei apenas a este tema, que tantos jovens conversam comigo...
Jovens cristãos, eu os desafio a tomarem uma postura: busquem de Deus a pessoa certa para casar e não alguém simplesmente para você ter ao seu lado, passando um tempo. Se você tem essa pessoa e ela desperta em você as três chamas, não apenas uma ou duas, mas as três, e você vê como alguém enviado de Deus, case ou busque em Deus condições para casar. Ele te honrará neste sentido. Porque vai que Deus já te confirmou a pessoa e tem te mostrado que é tempo e que Ele está a frente, mas você continua a pedir sinais, porque você mesmo não sabe o tempo certo para casar ou tem medo.
Como um bom presbiteriano, creio que Deus é Soberano nisso e que devemos confiar na Soberania dele. Mas não devemos usar isso como desculpa. Não creio que você perderá “a pessoa” por “esperar um pouco mais”, porque a vontade e o tempo de Deus não muda, mas com certeza criará traumas a serem tratados mais tarde...
Que Deus continue a abençoá-los! Amém!

Te amo apenas...
(Samuel Ribeiro, adaptado do Poema da Despedida de Patch Adams)

Eu te amo sem saber como, nem quando e nem onde...
Como? Porque simplesmente é inexplicável o que eu sinto, tão intenso, tão puro, tão verdadeiro...
Quando? Quando percebi que não havia mais ninguém e nem porque olhar pra outro lugar que não fosse do seu lado, junto com você...
Onde? Não importa onde, porque eu te amo e isso é mais importante que o nosso endereço, basta somente estar ao seu lado, que onde eu quero estar pra sempre.
Te amo simplesmente, sem complicações, nem orgulho... Assim te amo porque não conheço outra maneira...
Tão profundamente e tão perto, que tua mão em meu peito é a minha. Tão profundamente e tão perto, que quando fecho os olhos contigo eu sonho. Eu te amo tanto, nem mesmo eu sei...





DIA 38


O desafio a faraó

E os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando eu estender a minha mão contra o Egito e tirar de lá os israelitas.  Êxodo 7.5


                Moisés e Arão foram falar com o faraó e corajosamente exigiram que ele libertasse os israelitas da escravidão. Eles, porém, tinham sido avisados de que o faraó se recusaria a ouvi-los. A narrativa ora atribui a teimosia do faraó a Deus (veja v. 3: “Eu, porém, farei o coração do faraó resistir”) ora ao próprio faraó (veja 8.15: “Obstinou-se em seu coração e não deu mais ouvidos”). Não temos que escolher entre uma e outra, pois Deus só endurece aqueles que endurecem a si mesmos.
                Moisés havia levado seu cajado consigo e sempre que o estendia, um novo juízo era lançado sobre a população egípcia. Dez pragas caíram sobre o Egito. As águas do Nilo se tornaram em sangue e rãs infestaram a terra. A seguir, vieram as pragas dos piolhos e das moscas, seguidas de uma doença mortal que se abateu sobre o gado e outros animais. Depois uma tempestade de granizo destruiu colheitas e árvores e um enxame de gafanhotos consumiu aquilo que havia sido poupado pelo granizo. Logo em seguida uma estranha escuridão cobriu a terra e, por fim, em um terrível clímax, os primogênitos de todos os seres humanos e dos animais morreram.
                Quando consideramos a natureza e o propósito dessas pragas constatamos que elas não foram de todo sobrenaturais. Por exemplo, a praga dos gafanhotos era um fenômeno natural bastante comum. O elemento miraculoso está nas circunstancias, no fato de ter soprado um vento leste no exato momento em que Moisés ergueu seu cajado.
                Qual o propósito de todas essas pragas? De um lado, trazer juízo sobre os egípcios recalcitrantes e, por outro lado, persuadir a faraó a libertar os israelitas. Mas acima de tudo “para que você saiba que em toda a terra não há ninguém como eu” (9.14). Essas simples palavras se mantêm em destaque por todos os capítulos – “Para que você saiba que eu sou o Senhor”. Nenhum conhecimento é mais importante do que esse.

Para saber mais: Êxodo 7.1-7

segunda-feira, 11 de junho de 2012

DIA 37


O chamado de Moisés

Disse o Senhor a Moisés [...]: “Vá, pois, agora; eu o envio ao faraó para tirar do Egito o meu povo, os israelitas”. Êxodo 3.10


                Sendo um fugitivo do faraó, Moisés deve ter ficado apreensivo diante da possibilidade de que seu esconderijo fosse descoberto. Porém, depois de algum tempo, o faraó morreu (2.23). Na expectativa de que uma mudança de regime implicasse uma mudança política, os escravos israelitas passaram a clamar ainda mais por socorro.
                Assim, tudo parecia estar pronto para que Moisés fosse chamado de volta. E foi isso que aconteceu. Ali, próximo ao monte Horebe (ou, monte Sinai), Deus falou com Moisés do meio de uma sarça em chamas, dizendo: “Tenho vista a opressão sobre o meu povo no Egito, tenho escutado o seu clamor [...] e sei quanto eles estão sofrendo. Por isso desci para livrá-los das mãos dos egípcios e tirá-los daqui” (3.7-8). Deus desejava levá-los à Terra Prometida, e queria fazer isso através de Moisés.
                Como Moisés respondeu ao chamado divino? Depois de quarenta anos de humilhação no deserto ele deveria ter aprendido a lição. No entanto, ele seguiu na direção oposta, e arranjou cinco desculpas para escapar. Ele se sentia despreparado para a tarefa? Deus estava com ele. Os israelitas tinham dúvidas sobre a identidade do seu Deus? Ele deveria apresentá-lo como o Deus de seus antepassados, o Deus vivo e eterno. E se os israelitas se recusassem a ouvi-lo ou não acreditassem em suas palavras? Então Moisés deveria usar seu cajado para realizar milagres e confirmar o seu ministério. Moisés insistiu mais uma vez, argumentando que tinha dificuldade para falar e carecia de eloqüência. Deus lhe respondeu que ele havia criado a boca e estaria com Moisés, ensinando-lhe o que dizer. Então Moisés fez um ultimo apelo: “Ah, Senhor! Peço-te que envie outra pessoa” (4.13). Deus ficou irado com Moisés, mas mesmo assim permitiu que ele levasse seu irmão Arão como seu porta-voz.
                Não devemos responder ao chamado de Deus nem de forma excessivamente confiante nem duvidando de nossa capacidade, mas com humildade, confiando que aquele que nos chama também nos capacita.

Para saber mais: Êxodo 3.1-11  

domingo, 10 de junho de 2012

DIA 36


Uma opressão cruel

Os israelitas gemiam e clamavam debaixo da escravidão [...] Ouviu Deus o lamento deles e lembrou-se da aliança que fizeram com Abraão, Isaque e Jacó.Êxodo 2.23-24


                O livro de Êxodo começa com uma vívida descrição da opressão imposta pelo novo faraó (provavelmente Ramsés II), que nada sabia sobre José, aos israelitas. Os egípcios “tornaram-lhes a vida amarga, impondo-lhes a árdua tarefa de preparar o barro e fazer tijolos, e executar todo tipo de trabalho agrícola” (1.14). A opressão durou 430 anos. Porém, eles clamaram a Deus por libertação e “Deus ouviu o lamento deles e lembrou-se da aliança que fizera com Abraão, Isaque e Jacó” (2.24). Na verdade, ele já estava preparando um libertador.
                Quando ainda era bebê, Moisés escapou por pouco de ser arrastado pelas águas do rio Nilo. Ele foi retirado do rio por uma das sevas da filha do faraó, que entregou o menino à sua própria mãe para que o criasse. Depois de crescido, ela o levou à filha do faraó, que o adotou. Provavelmente Moisés experimentou alguns conflitos entre a cultura egípcia e hebraica. Entretanto, ele nunca negou sua identidade hebraica nem deixou de se indignar diante do sofrimento do seu povo. Em determinado momento, tomou uma decisão difícil e corajosa: “Pela fé Moisés, já adulto, recusou ser chamado filho da filha do faraó, preferindo ser maltratado com o povo de Deus a desfrutar os prazeres do pecado durante algum tempo” (Hb 11.24-25).
                Mas apesar de amar o seu povo e identificar-se com ele, Moisés agiu de forma imprudente, fazendo justiça com as próprias mãos ao matar um egípcio que espancava um hebreu. No dia seguinte, ao tentar separar uma briga entre dois hebreus, eles recusaram sua intervenção. A notícia da morte do egípcio se espalhou rapidamente, e ele teve que fugir para a terra de Midiã (península do Sinai), permanecendo ali durante quarenta anos, até esfriar a cabeça. Ele teria de apreder que só é possível fazer a vontade de Deus do jeito de Deus.

Para saber mais: Êxodo 2.11-15,23-25 

DIA 35


José e a providência de Deus

José, porém, lhes disse: [...] Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem.  Gênesis 50.19-20


                Algumas vezes, o Antigo Testamento extrai várias lições de uma única situação. A história de José é um bom exemplo. Primeiro temos uma lição de história. Deus usou o confronte entre impérios (história secular) para preparar a história de seu povo (“história da salvação”). O Deus de Abraão, Isaque e Jacó reafirmou sua aliança a cada geração. Porém, quando Jacó ficou velho, o propósito de Deus foi ameaçado pela fome. Jacó então enviou seus filhos ao Egito para comprar grãos. E como José diria mais tarde, “Deus me enviou à frente de vocês para lhes preservar um remanescente esta terra e para salvar-lhes a vida com grande livramento” (45.7).
                A segunda lição se refere à providência de Deus. José foi vitima de uma série de injustiças. Ele foi capturado, escravizado, falsamente acusado, preso, injustamente esquecido por seus colegas de prisão, que haviam prometido interceder em seu favor. No entanto, em meio a toda essa maldade, Deus estava atuando de modo a promover o seu bem. Como José disse a seus irmãos: “Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem, para que hoje fosse preservada a vida de muitos” (50.20).
                Por último, temos uma lição de perdão. José poderia ter reagido de forma diferente em relação a seus irmãos, vingando-se deles ou deixando-os envergonhados. Mas em vez disso, ele exigiu que seu irmão mais novo, Benjamim, ficasse no Egito, como refém. Foi um momento dramático. Os irmãos já haviam sacrificado José; teriam agora coragem de sacrificar Benjamim? Não! Judá adiantou-se, implorando pela libertação do rapaz e oferecendo-se para ficar como escravo no lugar dele. Como os irmãos de José estavam mudados! O arrependimento deles era evidente. José ficou satisfeito, e então se revelou a eles, demonstrando seu perdão ao abraçá-los.

Para saber mais: Gênesis 50.15-21

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Uma Defesa ao Verdadeiro Amor



Perguntaram-me essa semana se eu ainda acredito mesmo em romantismo, em amor à moda antiga... A pergunta foi: “vale mesmo a pena se apaixonar?” E eu fiquei pensando nisso por horas... Será que ainda existe romance, amor à moda antiga? Será que vale mesmo a pena se apaixonar?
Enquanto eu pensava na resposta, muitas coisas me vieram à mente: jantar a luz de velas, caminhar à beira mar, observar o pôr-do-sol juntos, ver filme... Sair... Sabe, você saber que tem aquele ombro pra encostar a sua cabeça nos momentos de choro ou aqueles braços nos momentos de alegria.... O nervosismo antes de encontrar-se com ele ou com ela... O frio na barriga, moleza nas pernas... Aí lembrei o que era o melhor: a paquera...

PAQUERA

Nossaaa é a melhor época... Você não sabe se ele ou ela vai ligar... Vai pra casa da pessoa morrendo de vergonha ou marca em algum lugar com os amigos e fica o tempo todo olhando pra porta esperando a hora da pessoa chegar... Aí, marca uma programação na casa de alguém que normalmente é ver filme ou jogar algum jogo do tipo Imagem & Ação... No filme, por exemplo. Você fica constantemente olhando pra pessoa e quando ela olha de volta, você rapidamente volta a ver o filme, mas segundos depois olha de novo e a surpresa: a pessoa continua olhando e sorri pra você e você sorri de volta... Ou se você senta do lado, nem olha pro lado que ele ou ela está... Quando vai pegar a pipoca, que no mesmo momento a pessoa também pega, fica sem jeito porque a sua mão pegou na mão dele ou dela... Aí começa o namoro...

NAMORO

Finalmente você cria coragem e pede a pessoa em questão em namoro. Aliás, nós né? As meninas só precisam dizer sim ou não. E começamos a namorar. Todos querem saber do primeiro beijo e os dois, constrangidos, ou não dão ou não falam que deram... E não é porque você tem a certeza de que a pessoa está do seu lado e que quase todos os dias vocês se verão, que o nervosismo passa... Como é bom sentir aquele frio na barriga e na espinha... como é bom... A mão sua, as pernas tremem... Você marca no calendário os dias que vocês fazem mês e sempre procura uma forma de surpreender a pessoa. Cada dia passa e o que você sente por ele ou por ela só aumenta... Todos passam a se referir a você como o “fulano da fulana” ou “a fulana do fulano”... Se você vai a algum local e a pessoa não vai junta, todos estranham... Até você mesmo estranha... Falta algo, sabe? Você entende o porquê de não consegue mais ficar um minuto longe, nem um segundo sequer... Então cai a ficha: é a pessoa certa!!! Logo, vamos para o nosso próximo passo: noivado e o dia do casamento...

NOIVADO e O DIA DO CASAMENTO

Ainda não posso falar sobre isso com profundidade, pois sei mais teoria do que prática. Espero um dia escrever sobre isso com autoridade :D Então, vou transcrever ainda dentro do meu pensamento antes de dar a resposta para a minha inquisitora. Fiquei imaginando como seriam os dias antes de casar... Tudo preparado para o casamento. Na verdade tenho uma grande curiosidade sobre as últimas horas e espero um dia escrever sobre isso... O que passa na cabeça da pessoa na última noite antes de casar? Bem, vou relatar o que se passa na minha hoje... Penso no nervosismo, na ansiedade... Penso em eu indo à casa dela e subindo a lateral da casa até chegar à sua janela (bem de filme) e batendo... Ela abre assustada e pergunta o que foi, se aconteceu algo... Eu olho pra ela, dentro dos seus olhos e digo: “Só queria dizer que eu amo você. Que não há um dia sequer que não fui feliz ao seu lado. Sou eternamente grato a Deus por ter te colocado na minha vida. Eu espero ansioso para tê-la como esposa.”Dou um beijo em sua testa e vou pra casa dormir. No outro dia, o grande dia. Se já esperamos por elas todos os dias do namoro, porque seria diferente no dia do casamento? Mas enfim chega a grande hora... ela vai entrando na igreja, ao som da música de vocês e tudo, tudo vem a sua cabeça: os momentos de paquera, o namoro, o noivado e as últimas horas antes de casar... Tem algo melhor do que isso?

Talvez você me diga: “mas Samuel, você esqueceu-se de citar os momentos tristes, tensos... as brigas, os questionamentos... É não citei eles mesmo não. E não é que eles não existam, porque eles existem sim. Aprendi que um relacionamento é como um álbum de fotografias. Nunca vemos num álbum as fotos dos momentos ruins, mas isso que não quer dizer que só porque nas fotos só existam os momentos bons que os momentos ruins não estejam lá. Eles estão, pois é um momento ruim que nos leva de um momento bom pra outro. Eles nos ensinam, nos faz amadurecer e crescer. O relacionamento é uma eterna renuncia e um eterno ajuste. É dar mais do que receber. É cuidar, zelar. Nossa como eu demorei pra aprender isso. Como eu demorei... A Bíblia nos diz que na famosa passagem do amor assim:“O amor é paciente, o amor é bom. Não é invejoso, nem vaidoso e nem orgulhoso. Não é inconveniente, não é egoísta, não se irrita facilmente e nem é rancoroso. O amor não fica feliz com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Está disposto a sofrer, crer, esperar e suportar tudo o que vier. O amor jamais acaba.” (1ª Coríntios 13:4-8 Paráfrase)

Siimm, sobre a pergunta que me foi feita. O que eu respondi? Eu disse: “É claro que sim! Quero envelhecer ao lado de alguém, compartilhar minha vida com ela. Chegar aos meus 90, 100 anos ainda louco e apaixonado por ela...” E eu sorri. E olhando esse casal que ilustra a nossa reflexão de hoje, eu te pergunto: “Tem algo melhor do que isso?”

Rod Bell: As Três Chamas do Amor
http://br.youtube.com/watch?v=liGOzZiq-2g

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