sábado, 26 de maio de 2012
DIA 21
Graça especial e graça comum
Então o Senhor Deus declarou à serpente: “[...] Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar”. Gênesis 3.14-15
Ontem observamos três lampejos da graça. Porém, reservei para hoje o que costumamos chamar de “proto-evangelho”, ou a primeira proclamação do evangelho da graça, encontrada em Gênesis 3.15, quando Deus declara seu juízo contra a serpente. Podemos dividi-la em duas partes.
Primeiramente, Deus anuncia que
porá inimizade entre a serpente e a mulher. Esta inimizade permanecerá
futuramente como uma hostilidade entre a família da serpente (cf. Jo 8.44) e a
posteridade de Eva (evidentemente referindo-se à sua descendência espiritual).
Em segundo, Deus prediz que esse
conflito secular culminará em sofrimento, maior para Satanás do que para o
descendente de Eva, pois haverá um único vencedor. Deus diz que “este lhe
ferirá a cabeça”, desferindo um golpe mortal na serpente, enquanto que “você
lhe ferirá o calcanhar”. Ou seja, ele não escapará de sair ferido.
Essa
decisiva, porém dolorosa vitória sobre o demônio foi conquistada na cruz,
quando Jesus Cristo desarmou e destronou os principados e potestades,
triunfando sobre eles (Cl 2.15, ARA), e nos libertando da escravidão de
Satanás. Esta é a demonstração mais sublime da graça especial de Deus.
Ao mesmo tempo, a graça comum é
estendida a todos. Por exemplo, quando Eva ficou grávida e deu à luz Caim, ela
disse: “Com o auxilio do Senhor tive um filho homem” (Gn 4.1). Como ela poderia
recorrer à ajuda de Deus no nascimento de seu filho? A resposta é que embora a
graça especial de Deus traga salvação aos que crêem, sua graça comum é
estendida a toda humanidade, fornecendo provisão de vida, saúde e todas as
coisas necessárias à sobrevivência.
Para
saber mais: Apocalipse 12.1-9
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