segunda-feira, 28 de maio de 2012

DIA 23


Os primórdios da cultura

Jabal [...] foi o pai daqueles que moram em tendas e criam rebanhos. O nome do irmão dele era Jubal, que foi o pai de todos os que tocam harpa e flauta. [...] Tubalcaim [...] fabricava todo tipo de ferramentas de bronze e de ferro.  Gênesis 4.20-22


            Na segunda metade de Gênesis 4 (v.17-26) encontramos um personagem controvertido, descendente de Caim, cujo nome era Lameque. Lameque era bígamo (v.19) e costumava se gabar para suas mulheres de ter matado um jovem que o havia ferido, afirmando que no futuro ele seria mais violento que Caim, pois Caim havia sido vingado sete vezes, ele seria vingado setenta e sete vezes. Muito melhor do que isso, porém, é a recomendação de Jesus para que perdoemos um irmão ofensor setenta vezes sete.
            Entretanto, as duas esposas de Lameque deram à luz algumas crianças bastante talentosas, cujos descendentes herdaram as mesmas habilidades. Foi através da lideranças dos descentes de Lameque que a civilização começou a se desenvolver. Caim, a despeito de ser fugitivo de Deus, fundou uma cidade (talvez fosse uma vila) para toda a sua família, e lhe deu o nome de seu filho Enoque (v.17). Quanto aos filhos de Lameque, Jabal foi um nômade, vivendo em tendas e criando animais, enquanto que a família de seu irmão Jubal produziu vários músicos, especializados em instrumentos de sopro e de cordas. Quanto a seu meio-irmão Tubalcaim, ele e seu povo superaram a Idade da Pedra, pois fabricavam “todo tipo de ferramentas de bronze e de ferro”. Desta forma, as construções, a agricultura, a música, a ciência e a tecnologia foram se desenvolvendo. Foi também nessa época que algumas pessoas começaram a cultuar a Deus de forma ordenada: “Nessa época começou-se a invocar o nome do Senhor” (v.26).
            A ambiguidade humana passa a cada vez mais evidente. Criados à imagem de Deus, os seres humanos nunca perderam a sua dignidade ou seu talento cultural. Mas depois da queda, eles passaram a manifestar uma horrenda depravação, que algumas vezes se manifestava de forma arrogante e violenta. Lameque foi um claro exemplo desse paradoxo humano.

Para saber mais: Gênesis 4.19-24,26



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