quarta-feira, 30 de maio de 2012

DIA 25

Noé e o dilúvio

 Eis que vou trazer águas sobre a terra, o dilúvio, para destruir debaixo do céu toda criatura que tem fôlego de vida. Gênesis 6.17



                Noé se destacava no meio à depravação generalizada como uma flor perfumada sobre um monte de esterco. “A Noé, porém, o Senhor mostrou benevolência” (v. 8). Noé, assim como Enoque, “andava com Deus” (v. 9) e desfrutava da sua presença em meio à perversidade reinante.
                Quando Deus advertiu Noé sobre o dilúvio iminente e lhe disse para construir uma arca, ele creu na palavra de Deus e foi obediente, seguindo as instruções relacionadas ao material, às medidas e à construção do barco. Seus contemporâneos devem ter achado tudo uma grande piada, afinal Noé passou vários meses construindo um barco enorme, no quintal de sua casa, sob um céu azul e límpido. “Pela fé Noé, quando avisado a respeito de coisas que ainda não se viam, movido por santo temor, construiu uma arca para  salvar sua família” (Hb 11.7).
                Teria sido o dilúvio um acontecimento histórico e universal? Histórico certamente, pois o próprio Jesus mencionou o dilúvio. Além disso, histórias envolvendo dilúvios são bastante comuns em sagas de muitos povos antigos. Mas universal? Alguns cristãos defendem a idéia de que a terra toda foi inundada, isso não só é altamente improvável, como na narrativa bíblica não exige que creiamos assim. De fato, o narrador afirma que “foram cobertas todas as altas montanhas debaixo do céu” (Gn 7.19). Porém, as Escrituras muitas vezes usam uma linguagem universal (por exemplo, “todas”, no sentido de cada uma e “toda” em sua totalidade) não no sentido absoluto, mas conforme a visão e perspectiva dos autores. Assim, lemos que “de toda a terra vinham gente ao Egito para comprar trigo de José, porquanto a fome se agravava em toda parte” (41.57). É evidente que “toda a terra” é uma referência aos países próximos ao Egito. Assim, o dilúvio foi realmente um acontecimento universal na visão do escritor de Gênesis, e cobriu boa parte do Oriente Médio, mas não o mundo inteiro.
                Mais importante que a extensão do dilúvio, no entanto, é o que Jesus nos ensina através dele: “Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do Homem” (Mt 24.37). Quando Jesus vier para julgar o mundo, muitos não estarão preparados para recebê-Lo.

Para saber mais: Mateus 24.37-39

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