quarta-feira, 25 de abril de 2012

Apenas um machado



Convém que ele cresça e que eu diminua”. (João 3:30) 
            Duas das maiores qualidades de um verdadeiro discípulo, e as que são menos procuradas, são: a humildade e o serviço. Dentre as valiosas lições do nosso Mestre, essas qualidades têm papéis de destaque. Quando Ele lava os pés dos Seus discípulos (João 13:1-17), nos ensina sobre servirmos um ao outro, e qual deve ser a motivação do nosso coração. Mesmo em meio à iminente realidade de ser traído por Judas, negado por Pedro, e se aproximando a hora da Sua morte, Jesus separa um tempo para uma lição valiosa: "Depois de lhes ter lavado os pés, tomou as vestes e, voltando à mesa, perguntou-lhes: Compreendeis o que Vos fiz? Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque Eu O Sou. Ora, se Eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu Vos dei o exemplo, para que, como Eu vos fiz, façais vós também. Em verdade, em verdade vos digo que o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado, maior do que aquele que o enviou. Ora, se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes", (vv.12-17). Jesus deseja ensinar uma última lição, e a ensina de forma prática: façam exatamente como Eu fiz. Isso é bem interessante, porque, cada lição ensinada por Cristo, era antes vivida por Ele e Jesus apenas aplicava dizendo: façam como Eu faço, vivam como Eu vivo.
João Batista, no texto citado como introdução à esta reflexão, tinha um ministério avassalador. Muitos eram os que o seguiam, e também muitos eram os que perseguiam. Muitos o amavam, assim como muitos o odiavam. Mas a grande verdade é que em meio a um ministério tão proeminente, que arrebatava multidões, João Batista se tira do foco e coloca Cristo em primeiro lugar, porque o seu único desejo era manifestar a Glória de Cristo e servir à causa do Evangelho. Ele serviu com a sua vida e pagou com a sua morte. Paulo também se coloca na mesma posição que João Batista, quando diz: “Porque eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo” (1ª Coríntios 15:9), e “A mim, o menor de todos os santos” (Efésios 3:8); ou quando a sua vida chega perto do fim, ele disse: “Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal”, (1ª Timóteo 1:15). Paulo também teve o mesmo fim de João.
            Como nós, verdadeiros discípulos, temos visto a questão do serviço e de servir com humildade? Como nós, verdadeiros discípulos, que seguem os passos do Mestre, temos vivido diante dessas duas lições?
      Termino esta reflexão com as palavras do Dr. Samuel L. Brengle, que diz: “Se pareço grande aos olhos deles, o Senhor está ajudando-me, da forma mais graciosa, a ver que eu sou absolutamente nada sem Ele, e ajudando-me a manter-me pequeno ante meus próprios olhos. Ele me usa. Contudo, estou realmente interessado que Ele me use, pois não sou eu quem faz a obra. O machado não pode gloriar-se das árvores que derrubou. Ele não poderia fazer nada se não fosse o lenhador. Ele é quem faz o serviço: fez o machado, afiou-o, e usou-o. No momento em que ele o atira de lado, o machado é transformado em ferro velho. Que eu jamais perca isso de vista”. Que nós vivamos como Cristo viveu e como Ele nos ensinou a viver. Somos apenas um machado, que jamais percamos isso de vista.

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