quarta-feira, 9 de maio de 2012
Chamados com um Propósito
“Combati o bom
combate, completei a carreira, guardei a fé”. (2ª Timóteo 4:7)
Paulo sabia
que o final dos seus dias estava próximo, e aqui ele se preocupa com seu o jovem
discípulo Timóteo e o seu tão importante ministério. Sabia que cada vez mais o
movimento dos judaizantes cresceria, que seria uma mancha ao evangelho puro da
graça, e Paulo, mesmo perto da morte, como um último sussurro, como uma carta
testamentária, vem admoestar, exortar e consolar o seu filho na fé. Era como se
ele dissesse: “dificuldades têm surgido,
dificuldades ainda piores irão surgir, mas posso te dizer com a autoridade de
quem têm vivido tais dificuldades, que tenho combatido o bom combate de anunciar
à Palavra, tenho cumprido a minha carreira, o ministério que me foi proposto
por Deus e tenho, mesmo em meio às mais severas perseguições, lutas, grandes desafios,
guardado a minha fé e confiança no Senhor intactos. Não será fácil, mas vale a
pena, não é em vão.” Se não entendermos a perspectiva de Paulo sobre Missão
de Deus pra nós e sobre pagar o preço por este chamado, não entenderemos a sua
vida e morte. Timóteo entendia muito bem tudo isso e para ele fazia sentido
cada palavra posta na carta e cada desafio proposto. Ele sabia qual preço tinha
a pagar e que deveria pagar esse preço. Todos nós, eu e você, precisamos também
entender esse preço e pagá-lo.
Lembro-me bem,
no dia 26 de Novembro de 2006, quando cheguei pela primeira vez à uma igreja
que trabalhei como seminarista. Apesar de conhecer algumas pessoas, por meio de
programações da minha antiga igreja (Primeira Igreja Presbiteriana de
Fortaleza), e programações do Sínodo do Ceará, sentia-me ansioso em relação a
como seria o desempenhar das minhas funções aqui e se conseguiria
desempenhá-las com êxito, no meu primeiro desafio ministerial, uma vez que
cresci na Primeira Igreja, já trabalhava lá desde pequeno. Dias após dia, mês
após mês, ano após ano, pedia ao Senhor forças e capacidade, para pagar o preço
e de maneira digna, cumprir a vontade dEle naquela igreja. Não acertei todas as
vezes, mas busquei em todo tempo seguir as recomendações de Paulo ao amado
discípulo Timóteo quando escreveu: “Ninguém
despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra,
no procedimento, no amor, na fé, na pureza” (1ª Timóteo 4:12). Muitos foram os desafios, mas sou grato todos os
dias a Deus, primeiramente, que me levou de Pernambuco para lá, onde pude
durante 4 anos e 2 meses, buscar servir ao propósito e chamado de Deus para
minha vida; e àquela igreja, que tão amorosamente me recebeu e me permitiu
andar com eles, compartilhar experiências únicas naquele lugar e aprender com eles,
em cada pequeno detalhe. Espero que tenha sido algo recíproco. Deus sabe como
sou grato a cada membro daquela igreja, e à sua liderança e de todas que passei.
Vamos aprendendo juntos um com outro a maravilha e a simplicidade da Graça e do
Evangelho. Vamos crescendo como Corpo, cientes que somos interdependentes.
Entendo que o propósito de Deus para nós é andarmos juntos, crescermos juntos,
buscando a excelência em Cristo Jesus. Esse é o propósito maior do nosso
chamado. Encerro com as mesma palavras de Paulo ao seu pupilo: “combati o bom combate, completei a carreira
e guardei a fé”. Que Deus nos abençoe!
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