segunda-feira, 7 de maio de 2012
DIA 2
Do caos ao cosmos
Era a terra sem forma e vazia; trevas cobriam a face do abismo, e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. Gênesis 1.2
Embora Isaías afirma que Deus
“não criou [a terra] para estar vazia, mas a formou para ser habitada” (Is 45.18), no princípio a terra
era vazia, sem forma, escura e inabitada. Então, gradativamente, em Gênesis 1,
percebemos que Deus vai transformando a desordem em ordem, o caos em cosmos. O
autor do livro de Gênesis evidentemente entendia a criação como um processo,
embora sua duração não tenha sido especificada.
Este processo é claramente
exposto no verso 2. Alguns tradutores interpretam esse trecho como uma
referência a um fenômeno impessoal, tal como uma tempestade no mar. A Nova
Bíblia de Jerusalém, por exemplo, coloca que houve “um sopro divino sobre as
águas”. Entretanto, concordo com a opinião daqueles que defendem a posição de que
o texto não está se referindo ao vento, mas ao próprio Espírito Santo, cuja
ação criativa é comparável à de um pássaro pairando sobre seus filhotes.
Além disso, à obra do Espírito
de Deus na criação, o autor acrescenta uma alusão à Palavra de Deus: “E Deus
disse”. “Pois Ele falou, e tudo se fez” (Sl 33.9). Não me parece fantasioso
identificar aqui uma referência a Deus, o Pai, à sua Palavra e ao seu Espírito.
Em outras palavras, à Trindade.
Nestes dias em que
frequentemente se enfatiza uma ou outra pessoa da Trindade, é bom poder
retornar às três pessoas. De fato, é importante notar que desde os primeiros
versos, a Bíblia afirma seu testamento sobre a Trindade. Assim, iniciamos
nossos estudos celebrando o fato de sermos cristãos trinitários.
Para saber
mais: Salmos 104.29-31
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Bíblia todo o ano todo
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