terça-feira, 8 de maio de 2012
DIA 3
Luz na Escuridão
Disse Deus: “Haja Luz”, e houve luz. Gênesis 1.3
O pequeno território de Israel
ficava espremido entre poderosos impérios da Babilônio, ao norte, e do Egito,
ao sul. Ambos praticavam alguma forma de adoração ao sol, à lua e às estrelas.
No Egito, o centro da adoração ao sol era a cidade de On, cujo nome grego era
Heliópolis, “a cidade do sol”, a poucas milhas de distância da cidade do Cairo.
Na Babilônia, os astrônomos já haviam desenvolvido elaborados cálculos dos
movimentos dos cinco planetas conhecidos por eles e tinham começado a mapear os
céus.
Não é de todo surpreendente,
portanto, que muitos líderes israelitas tenham se deixado contaminar por esse
tipo de culto praticado pelos povos que viviam ao seu redor. Ezequiel ficou
horrorizado ao ver uns vinte e cinco homens “com as costas para o templo do
Senhor e os rostos voltados para o oriente [...] se prostrando na direção do
sol” (Ez 8.16).
Jeremias também condenou os
líderes da nação que amaram e prestaram culto “ao sol e à lua e a todos os
astros do céu” (Jr 8.2).
É neste contexto de idolatria
que Gênesis 1 deve ser lido e compreendido. Enquanto que os egípcios e os
babilônicos adoravam o sol, a lua e as estrelas, o autor de Gênesis insiste que
esses elementos não são deuses para serem adorados, mas a criação do único e
verdadeiro Deus.
Deus prometeu a Abraão que seus
descendentes seriam “tão numerosos como as estrelas do céu e como a areia das
praias do mar” (Gn 22.17). É extraordinário que, sabendo hoje que há cerca de
um trilhão de estrelas em nossa galáxia e outros bilhões de galáxias a anos-luz
de distância daqui, a equivalência entre areia e estrelas possa ser bastante
acurada.
O apóstolo Paulo usou o
majestoso decreto de Deus ordenando: “Que se faça luz” como um modelo do que
acontece na nova criação. Ele comparou o coração humano não regenerado ao escuro
caos primitivo e o novo nascimento à ordem criativa de Deus “Que se faça a
luz”. Esta certamente havia sido a experiência dele. “Pois Deus, que disse:
‘Das trevas resplandeça a luz’, Ele mesmo brilhou em nossos corações, para
iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo” (2Co 4.6)
Para saber
mais: 2 Corintios 4.3-6
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