sexta-feira, 1 de junho de 2012

DIA 27


A origem dos povos

São esses os clãs dos filhos de Noé, distribuídos em suas nações, conforme a historia da sua descendência. A partir deles, os povos se dispersaram pela terra, depois do dilúvio.  Gênesis 10.32


                Deus não prometeu que após o dilúvio haveria outro Jardim do Éden, afinal, o coração do homem continuava se inclinando para o mal (8.21). Até mesmo o justo Noé embriagou-se e se envolveu, juntamente com um de seus filhos (Cam) e netos (Canaã) em um ato imoral. Já naquele tempo a bebida e a imoralidade andavam juntas. Esta sórdida história é narrada em Gênesis 9.18-27.
                Entretanto, foi desses três filhos de Noé – Sem, Cam e Jafé – que surgiram os povos que se espalharam por toda a terra. Gênesis 10 registra essa dispersão, primeiro discorrendo sobre as linhagens de Cam e Jafé, e finalmente concentrando-se nos descendentes de Sem (semitas). Por causa de Abraão, o livro de Gênesis manifesta um interesse especial por esse último. Partindo da região de Ararate, os descendentes de Jafé foram para o oeste, onde hoje é a Ásia Menor e a Europa; os de Cam seguiram para o sudoeste, em direção a Canaã, Egito e Norte da África; e os de Sem se dirigiram para o sudoeste da Mesopotâmia, no local que hoje chamamos de Golfo Pérsico.
                Quando refletimos sobre esses movimentos migratórios, fica claro que Deus se interessa por todos os povos. Setenta povos ou tribos estão relacionados aqui, simbolizando a totalidade dos povos. É bem provável que Jesus estivesse com isso em mente quando escolheu setenta discípulos para enviá-los de dois em dois (Lc 10.1).
                Devemos sempre levar em consideração essa extensão universal do interesse de Deus e não interpretar a maldição sobre Canaã (Gn 9.25) como limite ou justificativa para o comércio de escravos no Oeste da África ou para a política da apartheid na África do Sul, por exemplo, como fizeram alguns cristãos dos séculos 19 e 20, respectivamente.
                Jesus Cristo derrubou todas as barreiras que nos separavam. Agora “já não há diferença entre grego e judeu, circunciso e incircunciso, bárbaro e cita, escravo e livre, mas Cristo é tudo e está em todos” (Cl 3.11; veja também Efésios 2.11-22)

Para saber mais: Gênesis 9.18-27      


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