sábado, 2 de junho de 2012
DIA 28
A torre de Babel
Assim Senhor os dispersou dali por toda a terra, e pararam de construir a cidade.Gênesis 11.8
Aparentemente, trata-se d um
zigurate, ou seja, uma enorme pirâmide babilônica com terraços em toda a volta.
As escavações arqueológicas encontraram varias construções desse tipo, sendo a
mais antiga datada do terceiro milênio antes de Cristo.
O que teria desagradado a Deus
em relação à torre de Babel? Afinal o avanço tecnológico se deve ao gênio
inventivo dos seres humanos criados à imagem de Deus. O que estaria errado
então? O erro está na motivação egoísta de seus construtores.
Primeiramente, eles são culpados
por terem desobedecido a Deus. Deus havia deixado uma ordem aos seres humanos:
“Encham e subjuguem a terra”. Essa ordem foi repetida após o dilúvio (1.28;
veja também 9.1). Os descendentes de Noé inicialmente obedeceram, mas quando
alcançaram a planície da Mesopotâmia, “ali se fixaram” (11.2). Em vez de
explorar a terra e desenvolver todo o seu potencial, eles se acomodaram e
preferiram ficar ali, em segurança. O mundo sofre até hoje as conseqüências
dessa desobediência. Ainda não resolvemos o problema da energia nem inventamos
uma maneira mais barata de dessalinizar a água do mar para irrigar os desertos e
alimentar os famintos.
Segundo, a construção da torre
foi um ato de arrogância de seus construtores. “Nosso nome será famoso”, eles
disseram, “e não seremos espalhados pela face da terra”, pois vamos construir
“uma cidade, com uma torre que alcance os céus” (11.4). Insatisfeitos em
permanecer dentro dos limites terrenos, eles desejavam chegar ao céu, a morada
de Deus. Assim, ao longo da Escrituras, a Babilônia simboliza essa arrogância
insolente que os gregos costumam chamar de hubris. Trata-se da própria essência
do pecado.
Não é de admirar que o juízo de
Deus tenha caído sobre eles. Primeiro, Deus fez com que eles se espalhassem por
toda a terra, obrigando-os a fazer o que deveriam ter feito voluntariamente.
Segundo, para que eles se dispersassem, Deus confundiu suas línguas. A língua é
algo vivo, dinâmico, sujeito a mudança; pode provocar uma separação entre
comunidades de línguas diferentes, e ao mesmo tempo causar mudanças de
linguagem nas comunidades isoladas.
A história de Babel se contrapõe
ao episodio ocorrido no grande dia de Pentecoste, quando as pessoas de todas as
nações do mundo ouviram falar das maravilhas de Deus, cada uma em sua própria
língua.
Para
saber mais: Gênesis 11.1-9
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